sexta-feira, 12 de novembro de 2010

As cinco pessoas que você encontra no céu. II

(...) -Ed... Esqueceu tão depressa como sou?


-Nunca me esqueci de você!

(...)

Eu vim para cá... Esperar pelo meu amor...

(...)

A vida tem que terminar Ed, o amor não...

As cinco pessoas que você encontra no céu.

(...) Você não entendeu... Um sacrifício não é para se ter vergonha e sim para se ter orgulho! Se as pessoas pararem de sacrificar pelos outros, perdem o que as torna humanas, e é a coisa mais nobre que fazemos...


- Mais você perdeu tudo...

Bom... essa é a questão do sacrifício, as vezes quando se pensa que se perdeu alguma coisa, na verdade você esta dando para outra pessoa. (...)

Tudo parece tão confuso agora, as coisas mudaram e nada mais é como antes. Me sinto deslocada, o que houve com tudo? Por que as pessoas mudaram? Por que não me sinto mais em casa?
Quanto mais tento descobrir as repostas, mais me perco nessa
E quanto mais me perco, mais afasto-me da realidade e da possibilidade de me encontrarem...
Mais e quem disse que desejo ser encontrada? O que realmente gostaria de ter, sei que não faz mais parte do mundo! O que desejo não está ao meu alcance...
Quem falou que quero ser encontrada?

O que será?

Por que sempre me apego as coisas que sei que não irão durar?
 -É tão comôdo se apegar a qualquer coisa em momentos de solidão...que as fantasias acabam tornando-se realidade.
Por que confio em uma pessoa mesmo quando sei que estão mentindo?
 -Meu coração finje não ver as duras verdades... Ele é independente de meu corpo e vontades próprias, mais sempre está em contradição!
Por que prefiro ocultar os defeitos, quando são poucas as qualidades?
 -Parei de usar meu cérebro frio e calculista...

O nome disso talvez seja amor, ou talvez seja burra mesmo...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Como eu queria dizer que o relógio nunca pareceu estar tão vivo. Dizer que eu tenho perdido tempo de mais. Dizer… que eu não sei o que dizer. Dizer que eu não sei para onde ir. Dizer que tudo o que você faz é bonito e certo. Dizer que somos só você e eu, e todas as pessoas se nada para dizer, nada para fazer. Dizer que não consigo tirar meus olhos de você. E Ouvir. Ouvir de você que essa era nossa canção. Poxa, essa era nossa canção! Será que um dia você dirá isso para alguém?


terça-feira, 9 de novembro de 2010

' Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo o que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Eu chorei.


Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Eles secam as lágrimas. Vou ali ser feliz e já volto...'